Talvez você tenha chegado com uma dúvida que nem sabe direito como perguntar. Ou já tenha se decepcionado com alguém que prometeu resolver e não resolveu. As duas coisas são comuns por aqui, e nenhuma delas é motivo de vergonha.
O que eu tenho pra oferecer não é promessa bonita nem alívio rápido. É conversa séria, no seu tempo. Se for isso que você procura, fica à vontade. E se não for, tudo bem também.
De onde eu venho
Nada aqui veio de curso rápido.
Cada passo foi construído com tempo, estudo e fé. E cada um deles mudou o que eu entendia por espiritualidade.
O berço
Eu nasci no meio espírita.
Meu bisavô, por parte de mãe, já era. Quando eu era criança, eu via espíritos. Depois parei de ver, mas a sensibilidade ficou. A mediunidade chegou cedo, pela psicografia, por volta dos catorze anos. Aos dezesseis eu dei a minha primeira palestra no centro. Hoje eu não sigo mais o Espiritismo, mas quase tudo que eu sei começou ali.
O estudo
Eu gostava mesmo era de estudar.
Li toda a obra de Kardec, algumas mais de uma vez, e os doze volumes da Revista Espírita. Conduzi grupos mediúnicos desde muito jovem e fui líder de mocidade por mais de nove anos, num tempo em que a gente fazia muita obra de caridade. Escrevi o livro Evocações e comecei a ser chamado pra palestras e cursos em vários lugares do Brasil. Digo isso por um motivo só: estudo não me deixa acima de ninguém. Ele me obriga a saber explicar o que eu falo.
Gravação do programa Verdade e Luz
A lógica
Depois vieram os sistemas.
Em certo período eu comecei a criar sites e fui aprendendo programação. Gostei de PHP e fiz carreira nisso por um bom tempo. Aprendi ali uma coisa que levei para todo o resto: uma vírgula fora do lugar quebra tudo.
A mente
Depois eu conheci a PNL.
Estudei a fundo e me formei Master Practitioner com licença do Richard Bandler, que criou a PNL. Foi por ela que eu cheguei na hipnose. Virei professor, abri o Instituto Comportar e passei anos dando curso de hipnose, PNL, oratória e inteligência emocional. Nada disso substituiu a minha fé. Técnica nenhuma faz isso. O que ela me deu foi um jeito de explicar com clareza aquilo que eu já vivia.
Uma das turmas de formação do Comportar
O convite
Foram os alunos que me levaram até a Ayahuasca.
Na juventude eu desandei em drogas e bagunça, e por muito tempo eu associava a medicina a isso. Mas a pergunta vinha de alunos de turmas diferentes, que nem se conheciam entre si. Acabei indo. Não fui pelo lado espiritual, nem para me conhecer: fui para entender o que eles viviam e conseguir conversar com eles sobre aquilo.
O caboclo
A experiência foi mais fundo do que eu esperava.
Depois de algumas consagrações, durante uma vivência, eu recebi um caboclo. Índio nunca tinha passado pela minha cabeça. Aquilo não fazia parte nenhuma da minha realidade. Me assustou e me encantou na mesma medida.
A raiz
Fui atrás, e a Rama nasceu disso.
Viajei sozinho pro Acre e passei dez dias numa aldeia, consagrando e aprendendo com o povo de lá. Aos poucos, sem nenhum planejamento, eu me vi caminhando na direção dos princípios religiosos da Jurema Sagrada. Me batizei na Jurema e frequento até hoje. Foi lá, num jogo de búzios, que saiu que era para eu fundar uma doutrina nova. Não foi ideia minha. A Rama Universal nasceu daí, e eu conduzo ela até hoje.
Dez dias numa aldeia no Acre
Três pilares, uma prática
Nenhum deles substitui o outro.
Todos servem à mesma coisa: a sua autonomia.
Ciência
PNL e hipnose entraram como ferramenta pra estudar a mente e o comportamento. Eu não uso isso pra convencer ninguém de nada, e muito menos pra substituir a fé. Uso pra falar com clareza daquilo que a fé, sozinha, às vezes deixa vago.
Filosofia
O estudo sobre Deus, sobre a vida e sobre o lugar de cada um. Inclui olhar com calma pras coisas de família que ainda te prendem: a briga antiga, o assunto que ninguém toca, o lugar que te deram em casa e que você nunca escolheu.
Religião
Sigo os ensinamentos de Jesus Cristo. É a base que sustenta o resto e o que impede a técnica de ocupar o centro. E ninguém precisa deixar a própria religião pra conversar comigo: aqui chega católico, evangélico, umbandista, espírita e quem não segue nada.
Como eu recebo você
São dois caminhos, e os dois são presenciais.
Nos dois eu parto do mesmo lugar: você é ouvido de verdade, com o tempo que a sua história pedir. Ouvir não é concordar com tudo. É levar você a sério o bastante pra ajudar a enxergar o que ainda não dá pra ver sozinho.
Coletivo
Cerimônias na Rama Universal
Rituais mensais com Ayahuasca, Jurema Sagrada e Rapé, num sítio reservado em Araçoiaba da Serra, ao lado de Sorocaba. Estrutura tradicional: os cantos, a fogueira, o tempo longo. O trabalho é coletivo, mas a experiência é sua.
Antes de qualquer cerimônia existe conversa, avaliação e preparação. A Ayahuasca não serve para todo mundo, e em alguns casos ela atrapalha em vez de ajudar. Segurança aqui não é detalhe: é fundamento.
Um encontro individual de três a oito horas, conforme o seu processo, em ambiente reservado em Sorocaba. Reúne a consagração da medicina, PNL, hipnose, constelação familiar e o cuidado espiritual da Rama.
O trabalho não termina quando a sessão acaba. Levar para a vida de todo dia aquilo que apareceu é parte do processo, e não um extra.
Devolvo alguma coisa melhor: um critério pra você chegar na sua própria resposta.
Não é falta de generosidade, e também não é pra você se virar sozinho. Resposta pronta resolve uma vez. Critério você leva pra casa e usa quando a dúvida voltar — e ela volta. Abaixo estão as perguntas que mais chegam até mim.
Como eu sei se posso confiar em quem está me orientando?
Essa é a pergunta que eu mais recebo, disparado. E quase sempre vem de quem já se decepcionou uma vez e agora desconfia de todo mundo. Isso não é exagero seu. É cicatriz.
O problema é que o critério que a maioria usa é o mais fraco de todos: a impressão. Se a pessoa acerta detalhes, se fala bonito, se o ambiente impressiona. Essas três coisas se aprendem — e quem quer enganar aprende rápido.
Olhe outra coisa: essa pessoa aceita ser perguntada? Ela explica o motivo, ou só dá a ordem? Ela admite quando erra? Quem trabalha sério não perde nada explicando. Quem depende da própria autoridade, perde. Isso não garante nada sozinho, mas já tira bastante gente da frente.
Isso que eu sinto é espiritual ou é coisa da minha cabeça?
Arrepio, cheiro que não tem origem, sensação de alguém olhando quando você está sozinho. Muita gente carrega isso por anos sem contar pra ninguém, com medo de ouvir que é frescura ou que é doença.
Vou ser honesto com você: às vezes é a cabeça mesmo, e às vezes é o corpo — e vale passar no médico antes de procurar um espírito. Dizer que tudo é espiritual seria mentira, e mentira não ajuda ninguém a discernir nada.
O que eu pergunto é: quando isso acontece, você fica mais livre pra decidir, ou mais dependente de alguém confirmando por você? Percepção que é real vai te dando autonomia com o tempo. A que nasce da ansiedade te deixa procurando confirmação. Não é resposta fechada. É um lugar melhor pra olhar.
Tenho vergonha de perguntar. Já era pra eu saber isso, não era?
Não, não era. E eu preciso dizer uma coisa: essa vergonha é uma das dores que mais aparecem pra mim, e quase ninguém fala dela em voz alta.
Ela costuma nascer de algum lugar onde perguntar era mal visto. Onde a resposta veio com deboche, ou com um "isso aí você tem que sentir". Aí a pessoa aprende a ficar quieta — e erra sozinha, por anos, numa coisa que levaria dois minutos pra explicar.
Pergunte. E se quem você procurou responde com deboche, o problema não está na sua pergunta. Fundamento que não aguenta pergunta não é fundamento: é regra que alguém não sabe explicar.
Preciso obedecer o que me orientam, mesmo quando não faz sentido pra mim?
Respeito e obediência cega são confundidos o tempo todo, e a confusão é conveniente pra quem manda. Respeitar é considerar com seriedade. Obedecer sem entender é outra coisa, e não é a mesma coisa que fé.
Quem entrega a decisão inteira a uma orientação para de exercitar o próprio julgamento. Daí em diante, qualquer voz — de espírito, de pessoa ou de casa — passa a valer mais do que a sua leitura. Eu já vi onde isso termina.
Eu pergunto se você entendeu o motivo ou se apenas recebeu a ordem. Continue perguntando até entender. E repare numa coisa: orientação séria aguenta pergunta. A que não aguenta costuma estar protegendo outra coisa.
Dá pra ter fé sem desligar a razão?
Dá. Eu passei a vida nas duas coisas ao mesmo tempo: quarenta anos de estudo espiritual e anos ganhando a vida construindo sistemas, onde uma vírgula fora do lugar quebra tudo.
Quem separa esses dois mundos acaba pagando caro num deles. Ou vira alguém que acredita em tudo e não verifica nada, ou vira alguém que não acredita em nada e fica sem lugar pra pôr aquilo que viveu de verdade.
A razão não serve pra provar a sua fé. Serve pra te proteger de quem quer usar a sua fé. Use ela pra isso. O que a fé alcança, ela alcança sozinha — e não precisa de você desligando a cabeça pra chegar lá.
Devo tomar Ayahuasca?
Antes de responder isso, eu pergunto outra coisa: você está buscando expansão ou fuga? De dentro, as duas se parecem bastante.
A medicina amplia o que já existe. Ela não coloca o que está faltando. Quem chega fugindo costuma encontrar exatamente aquilo de que estava fugindo, só que com volume maior.
Ayahuasca não serve pra todo mundo, e eu digo isso abertamente. É por isso que existe conversa e avaliação antes de qualquer cerimônia. Às vezes o resultado dessa conversa é "agora não" — e isso também é cuidado.
Nenhum desses critérios decide por você, e nenhum deles substitui o tempo que o discernimento pede. Eles só ajudam a olhar num lugar melhor. E ninguém precisa olhar sozinho.
Se a sua dúvida é prática — como é a cerimônia, o que comer antes, o que vestir, contraindicações — está tudo respondido no site da Rama.
Ver as dúvidas práticas
O canto
Quando a palavra não alcança, existe o canto.
Eu componho as músicas que conduzem os rituais. Elas nascem do mesmo lugar que o resto: a vontade de fazer um espaço seguro, onde a dor possa ser cantada e não apenas falada.
Pra quem já se decepcionou com alguém que prometeu resolver e não resolveu, e hoje desconfia de todo mundo.
Pra quem tem vergonha de perguntar o básico e ficou anos na dúvida por causa disso.
Pra quem quer fé sem desligar a razão, e cansou de ter que escolher entre uma coisa e outra.
Pra quem vive a espiritualidade meio escondida dentro de casa, pra não brigar com a família.
Pra quem entende que espiritualidade real não impede a dor, e sim ensina a não morar dentro dela.
Você não precisa chegar sabendo nada. Se alguma parte disso soou familiar, me escreve. A gente conversa em Sorocaba, sem compromisso e sem pressa — só pra nos conhecermos.